Hanko

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Já para os cidadãos, o utensílio costuma ter uma base arredondada com o sobrenome do portador escrito em kanji. Quem não tem descendência oriental ganha uma versão em katakana. Já para os cidadãos, o utensílio costuma ter uma base arredondada com o sobrenome do portador escrito em kanji. Quem não tem descendência oriental ganha uma versão em katakana.
Um dado curioso é que os estrangeiros costumam usar um único hanko em todas as situações. Os nipônicos utilizam diversos tipos. Eles têm o mitomein, para documentos simples; o ginkoin, para bancos e operações financeiras, e finalmente o jitsuin, que é registrado na prefeitura e funciona como a assinatura de firma reconhecida feita pelos cartórios brasileiros. Um dado curioso é que os estrangeiros costumam usar um único hanko em todas as situações. Os nipônicos utilizam diversos tipos. Eles têm o mitomein, para documentos simples; o ginkoin, para bancos e operações financeiras, e finalmente o jitsuin, que é registrado na prefeitura e funciona como a assinatura de firma reconhecida feita pelos cartórios brasileiros.
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 +[[Image:Hanko4.jpg|center|frame|Hanko - vários modelos.]]
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De tão comum, o objeto pessoal é vendido até em lojinhas de hyakuen – semelhantes às de 1,99 no Brasil. Mas é preciso tomar cuidado com esses carimbos padronizados. Por exemplo, se o seu sobrenome é Izumi, provavelmente haverá uma dezena idêntica usada por outros homônimos. Para evitar a clonagem, os japoneses são mais precavidos e compram hankos de empresas especializadas. De tão comum, o objeto pessoal é vendido até em lojinhas de hyakuen – semelhantes às de 1,99 no Brasil. Mas é preciso tomar cuidado com esses carimbos padronizados. Por exemplo, se o seu sobrenome é Izumi, provavelmente haverá uma dezena idêntica usada por outros homônimos. Para evitar a clonagem, os japoneses são mais precavidos e compram hankos de empresas especializadas.
Alguns modelos mais sofisticados podem até virar objeto de arte. Neste caso, o entalhe ocupa um minúsculo espaço de até 18 mm e o material também é mais nobre, geralmente de madeira. Prontos, os carimbos são acondicionados em estojinhos de proteção que podem vir com a tinta como acompanhamento. Além do mais, a técnica é de tal requinte de traços e de padrões que mal dá para identificar seus kanjis. Dessa forma, evita-se a cópia por terceiros. Alguns modelos mais sofisticados podem até virar objeto de arte. Neste caso, o entalhe ocupa um minúsculo espaço de até 18 mm e o material também é mais nobre, geralmente de madeira. Prontos, os carimbos são acondicionados em estojinhos de proteção que podem vir com a tinta como acompanhamento. Além do mais, a técnica é de tal requinte de traços e de padrões que mal dá para identificar seus kanjis. Dessa forma, evita-se a cópia por terceiros.

Revisão de 00:38, 30 Dezembro 2009

=Hanko, o carimbo japonês

Hanko - diversos modelos carimbo japonês.
Hanko - diversos modelos carimbo japonês.


Chamado popularmente de hanko, pode ter o poder equivalente à assinatura com firma reconhecida na hora de fechar negócios

Um dos hábitos japoneses que mais chama a atenção de quem vai morar no Japão pela primeira vez é a forma de assinar. Nada de canetas e muito menos a perda de tempo com o reconhecimento de firmas. Em vez disso, o carimbo japonês com status de assinatura é item obrigatório para legalizar documentos e contratos.

Hanko - no estojo.
Hanko - no estojo.

Exige-se o delicado e pequeno objeto na abertura de contas bancárias, em um casamento civil ou para fazer algo simples como a inscrição na academia de ginástica. É por isso que o hanko é o primeiro item a ser comprado por um forasteiro que vai morar no arquipélago. Afinal, se não tiver o carimbo, sequer dá para pensar em tirar a carteira de estrangeiro. Fruto da influência chinesa, o hanko é adotado não apenas por pessoas físicas, mas também pelas empresas. Neste caso, é maior e tem formato quadrado.

Hanko - no estojo outro modelo.
Hanko - no estojo outro modelo.

Já para os cidadãos, o utensílio costuma ter uma base arredondada com o sobrenome do portador escrito em kanji. Quem não tem descendência oriental ganha uma versão em katakana. Um dado curioso é que os estrangeiros costumam usar um único hanko em todas as situações. Os nipônicos utilizam diversos tipos. Eles têm o mitomein, para documentos simples; o ginkoin, para bancos e operações financeiras, e finalmente o jitsuin, que é registrado na prefeitura e funciona como a assinatura de firma reconhecida feita pelos cartórios brasileiros.

Hanko - vários modelos.
Hanko - vários modelos.

De tão comum, o objeto pessoal é vendido até em lojinhas de hyakuen – semelhantes às de 1,99 no Brasil. Mas é preciso tomar cuidado com esses carimbos padronizados. Por exemplo, se o seu sobrenome é Izumi, provavelmente haverá uma dezena idêntica usada por outros homônimos. Para evitar a clonagem, os japoneses são mais precavidos e compram hankos de empresas especializadas. Alguns modelos mais sofisticados podem até virar objeto de arte. Neste caso, o entalhe ocupa um minúsculo espaço de até 18 mm e o material também é mais nobre, geralmente de madeira. Prontos, os carimbos são acondicionados em estojinhos de proteção que podem vir com a tinta como acompanhamento. Além do mais, a técnica é de tal requinte de traços e de padrões que mal dá para identificar seus kanjis. Dessa forma, evita-se a cópia por terceiros. A novidade, porém, é que surgiu um outro sistema para evitar a clonagem de carimbos. A empresa Mitsubishi Empitsu criou um modelo à prova de falsificações com roupagem mais moderna. O lançamento ganhou um corpo metálico e, em volta do sobrenome, linhas que são combinadas infinitamente por um sistema de números. Com essas inovações, ninguém mais precisa manter uma coleção de hankos diferentes em casa para usar de acordo com a ocasião.




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