Japão

De Nikkeypedia

O Japão (em japonês 日本国, Nippon ou Nihon, literalmente "origem do sol" ou "terra do sol nascente") é um país insular do Extremo Oriente, formado por um arquipélago situado ao largo da costa nordeste da Ásia. Sua capital é a cidade de Tóquio

O país é formado por quatro grandes ilhas, Honshu, Shikoku, Kyushu e Hokkaido, e seu arquipélago é formado por mais de três mil ilhas localizadas entre o mar de Okhotsk a norte, o Oceano Pacífico a leste e a sul e o Mar da China Oriental e o mar do Japão a oeste. Através do mar do Japão e do Mar de Okhotsk, contacta com a Rússia, o Estreito da Coreia, a sudoeste, fornece ligação à Coreia do Sul, e na extremidade sul das ilhas Riukyu (Okinawa) aproxima-se de ilha de Taiwan. A maior parte das ilhas é montanhosa, com muitos vulcões. O Monte Fuji, por exemplo, montanha mais alta do Japão é um vulcão.

Seu povoamento remonta ao Paleolítico, quando grupos humanos chegaram vindos do continente. A influência de outros povos seguidos por períodos de isolamento caracteriza a história do Japão o que tornou sua cultura uma mistura de influências externas e criações autóctones. Desde a promulgação de sua Constituição em 1946 o Japão manteve uma monarquia constitucional com um imperador e um parlamento eleito, a Dieta.

Com uma população de pouco mais de 127 milhões de pessoas, o Japão é o décimo país mais populoso do mundo. A Região Metropolitana de Tóquio, que inclui Tóquio a capital do país e várias cidades vizinhas, é a maior concentração urbana do mundo com cerca de 30 milhões de habitantes. O país tem a segunda maior economia do mundo por PIB nominal, é o quarto maior exportador mundial e sexto maior importador. É membro das Nações Unidas e de vários grupos internacionais como o G8, G4 e APEC, com o quarto maior orçamento de defesa.

Conteúdo

[editar] História

Predefinição:Artigo principal

A ocupação do Japão por grupos humanos teve início entre 10 a 28 mil anos atrás em um período pré-cerâmico, quando povos caçadores-coletores chegaram às ilhas vindos do continente através de istmos. A primeira cultura cerâmica e civilização a se desenvolver no Japão foi a Jomon<ref name="Barsa">História do Japão in Grande Enciclopédia Barsa, vol. VIII. São Paulo: Barsa Planeta Internacional, 2004. pp. 280-284. ISBN 85-7518-177-7</ref><ref name="Eras">Nihonsite. Eras. Visitado em 20 de Julho de 2007.</ref> que não desenvolveu a agricultura ou a criação de animais. Entre 250 a.C e 250, a cultura Yayoi a substituiu vinda de Kyushu trazendo o cultivo do arroz,<ref>Nihonsite. Um pouco sobre a história do Japão. Visitado em 25 de Junho de 2007.</ref> as ferramentas de metal e a confecção de roupas.<ref>Visiting Arts. (3 de Outubro de 2006). Japan Cultural Profile. History: Prehistory. Visitado em 20 de Julho de 2007.</ref>

O país foi unificado pela primeira vez no século IV pelo clã Yamato<ref name="Eras" /> e logo empreendeu a conquista da península da Coréia no final do século. Nos séculos seguintes a competição por cargos no governo enfraqueceu gradativamente o domínio sobre a Coréia até o século VI. Em 552, o budismo foi introduzido no país trazido da Coréia servindo como arma política contra o crescente poder dos sacerdotes.<ref name="Barsa" /> Após a morte do imperador Shotoku em 622 e um período de guerras civis, o imperador Kotoku deu início a reforma Taika que criaria um Estado com poderes concentrados nas mãos do Imperador rodeado por uma burocracia à semelhança da Dinastia Tang na China. Em 710, a capital japonesa foi transferida de Asuka para Nara réplica da capital chinesa dando inicío a um novo período da história japonesa no qual a cultura e a tecnologia chinesa tiveram maior influência e o budismo difundiu-se com a criação de templos por parte do imperador nas principais prefeituras.<ref>Visiting Arts. (3 de Outubro de 2006). Japan Cultural Profile. History: Nara and Kyoto. Visitado em 20 de Julho de 2007</ref>

Mais tarde a capital seria novamente transferida para Heian-kio, a moderna Quioto, e se daria o rompimento entre o imperador Kammu e os monges budistas. A partir daí se estabeleceria a escrita japonesa e uma nova literatura. É nesse período de paz que surge a classe dos samurais como guarda da corte.<ref name="Barsa" /><ref name="Eras" /> Contudo as disputas surgidas entre os clãs guerreiros Taira e Minamoto levaram à nova guerra civil que só teve fim em 1185 com a ascensão de Minamoto no Yoritomo. Este estabeleceria o governo do xogunato em Kamakura enquanto em Quioto a corte era mantida de forma simbólica. Novo período de paz e enriquecimento cultural e material se estabeleceu até uma nova tentativa mal sucedida de restauração da autoridade imperial feita pelo Imperador Go-Daigo.

O surgimento dos daimyo de base local, enfraqueceu o xogunato e esse enfraquecimento levou a Guerra Onin entre 1467 e 1477 entre os Kosokawa e os Yamana que deu fim ao xogunato. Sem uma autoridade central, os daimyos, agora com autoridade absoluta em seus domínios, deram início a um período de guerras que só terminaria entre 1550 e 1560 com a conquista dos demais domínios por Oda Nobunaga.<ref name="Barsa" /> Foi durante o século XVI que comerciantes e missionários portugueses chegaram ao Japão pela primeira vez, dando início a um período de trocas culturais e comerciais.

Nagasaki seis semanas após o bombardeamento.
Nagasaki seis semanas após o bombardeamento.
Toyotomi Hideyoshi deu continuidade ao governo de Nobunaga e unificou o país em 1590. Depois da morte de Hideyoshi, Tokugawa Ieyasu como regente aproveitou-se de sua posição para ganhar apoio político e militar. Quando a oposição deu início a uma guerra, ele a venceu em 1603 na Batalha de Sekigahara. Tokugawa fundou um novo xogunato com capital em Edo e expulsou os estrangeiros com uma política conhecida como sakoku. Isso deixou o país isolado por 250 anos até a chegada de navios estrangeiros com Matthew Calbraith Perry em 31 de Março de 1854 exigindo a abertura do país ao comércio revelar a fraqueza interna do xogunato. A Guerra Boshin reestabeleceu o poder do imperador com Meiji do Japão em 1868, quando teve início um período de desenvolvimento econômico e de expansionismo ao qual se seguiram as vitórias nas guerras sino-japonesa (1894-1895) e russo-japonesa (1904-1905) e a conquista da Coréia e das ilhas de Taiwan e de Sacalina, mantendo o país interesse sobre a Manchúria.<ref name="Meiji">Visiting Arts. (2 de Outubro de 2006). Japan Cultural Profiles. History: The Meiji and Taisho eras. Visitado em 20 de Julho de 2007.</ref>

A dificuldade de ser reconhecido como igual pelos países Ocidentais na Sociedade das Nações, a proibição de imigração para os Estados Unidos em 1924<ref name="Meiji" /> e a crise econômica na década de 1920<ref name="Guerra">Visiting Arts. (2 de Outubro de 2006). Japan Cultural Profiles. History: The path to war. Visitado em 20 de Julho de 2007.</ref> e o Isolamento comercial imposto por Estados Unidos contra o Japão levaram ao afastamento do Ocidente e ao surgimento de movimentos ultranacionalistas de direita.<ref name="Meiji" /> Os militares utilizaram-se do assassinato do primeiro-ministro em 1932 para conquistar o poder.<ref name="Guerra" /> Em 1936 o Japão aliou-se à Alemanha e mais tarde à Itália na Segunda Guerra Mundial, invadiu a Manchúria, estabelecendo o governo de Manchukuo, e atacou a base dos Estados Unidos da América em Pearl Harbor. Somente admitiu sua derrota na Segunda Guerra após os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki e foi ocupado pelos Estados Unidos até 1952. Ainda depois de Hiroshima ter sido reduzida a cinzas pelo fogo atômico, os militares japoneses continuaram afirmando que o Exército e a Marinha de Guerra imperiais eram capazes de continuar combatendo e, ao infligirem um sério dano ao adversário, poderiam assegurar ao Japão condições decentes de capitulação. Segundo cálculos do Estado Maior norte-americano, para garantir a cobertura dos desembarques nas ilhas nipônicas seria preciso lançar nove bombas atômicas, no mínimo. Mas segundo se soube mais tarde, depois de destruídas Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos não tinha outras bombas atômicas disponíveis, e sua fabricação levaria muito tempo. “As bombas que lançamos eram as únicas de que dispúnhamos, e a velocidade de sua fabricação era muito lenta naquele tempo”, escreveria o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Stimson. Nas três décadas seguintes, houve grande crescimento econômico movido pela exportação de produtos de alta tecnologia até uma recessão na década de 1990. Prioridade para o futuro é desenvolver tecnologia capaz de criar matérias-primas totalmente artificiais, acabando com a dependência de matérias.

[editar] Geografia

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Imagem de satélite do Japão.
Imagem de satélite do Japão.
O Japão é um país insular que se estende ao longo da costa leste da Ásia. O litoral marítimo do Japão é aproximadamente quatro vezes maior que o brasileiro.<ref name="cia">Central Intelligence Agency. The World Factbook. Visitado em 5 de março de 2007.</ref> As ilhas principais, de norte para sul, são: Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. Além destas ilhas maiores, o Japão inclui cerca de três mil outras ilhas, parte das quais constituem as ilhas Riukyu, inclusive Okinawa, que se estendem a sudoeste de Kyushu até perto de Taiwan.

Cerca de 75% do país é montanhoso<ref name="Geografia">Web Japan. Geografy and Climate: A country of diverse topography and climate PDF (908, 48 KB). Visitado em 23 de Junho de 2007</ref> com uma cordilheira no centro das ilhas principais, de forma que as pequenas planícies costeiras se tornam as áreas mais povoadas do país.<ref>WorldInfoZone.com. Japan Information—Page 1. Visitado em 23 de Junho de 2007.</ref> A montanha mais alta do Japão é o monte Fuji com 3.776 metros de altitude e seu ponto mais baixo fica no lago Hachirogata, quatro metros abaixo do nível do mar.<ref name="cia" /> Localizado no Círculo de fogo do Pacífico há 80 vulcões ativos no país e os sismos são muito comuns, ocorrendo mil deles sensíveis por ano.<ref name="Geografia" /> Os rios japoneses são curtos e de águas ligeiras. Atingem o mar pouco depois de sua nascente nas montanhas acima e formam geralmente deltas em forma de leque.<ref name="Geografia" />

O clima japonês apresenta uma clara mudança entre as estações e sofre a influência de massas de ar frias vindas da Sibéria e do continente no inverno, bem como de massas de ar quentes do Pacífico no verão. Os furacões são comuns entre o fim do verão e o início do outono. Em média, formam-se 30 anualmente, dos quais quatro atingem o Japão. O país pode ser dividido em quatro regiões climáticas: a de Hokkaido, de clima subártico, a da costa do Pacífico, temperado, a da costa do Mar do Japão, mais chuvoso, e o da região sudoeste, subtropical.<ref name="Geografia" />

O Japão pode ser subdividido em nove ecoregiões florestais que refletem o clima e a geografia das ilhas. Elas vão de florestas subtropicais nas ilhas Ryukyu e Bonin, a florestas temperadas nas regiões de clima mais ameno das principais ilhas, e florestas de coníferas nas porções frias ao norte.<ref>Embaixada do Japão nos Estados Unidos. Flora e Fauna: diversidade e singularidade regional. Visitado em 1 de Abril de 2007.</ref>

[editar] Política

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O prédio da Dieta Nacional em Nagatacho, Tóquio.
O prédio da Dieta Nacional em Nagatacho, Tóquio.
O Japão é uma monarquia constitucional onde o poder do imperador é muito limitado. A Constituição o define como "símbolo do Estado e da unidade do povo" e ele não possui poderes relacionados ao governo. O poder, concedido por soberania popular,<ref name="Constituição">Câmara dos Conselheiros da Dieta Nacional do Japão (3 de Novembro de 1946). Constituição do Japão. Visitado em 10 de Julho de 2007.</ref> está concentrado principalmente na figura do primeiro-ministro do Japão e de outros membros eleitos da Dieta. O imperador age como chefe de Estado em ocasiões diplomáticas. Akihito é o presente imperador do Japão e Naruhito, o próximo na linha sucessória do trono.

O órgão legislativo do Japão é a Dieta Nacional, um parlamento bicameral. A Dieta é formado pela Câmara dos Representantes, com 480 representantes eleitos por voto popular a cada quatro anos ou quando dissolvida, e pela Câmara dos Conselheiros de 242 membros com mandatos de seis anos. Todos os cidadãos com mais de 20 anos têm direito ao voto<ref name="cia" /> e a concorrer nas eleições nacionais e locais realizadas com voto secreto.<ref name="Constituição"/> O Japão tem um sistema político democrático e pluripartidário com seis grandes partidos políticos. O liberal conservador Partido Liberal Democrata (PLD) está no poder desde 1955, a não ser por um curto período de coalizão da oposição em 1993.<ref>Liberal Democratic Party of Japan. A History of the Liberal Democratic Party. Visitado em 27 de Março de 2007.</ref> O maior partido de oposição é o liberal social Partido Democrático do Japão.

O primeiro-ministro do Japão é o chefe de governo. O candidato é escolhido pela Dieta de entre um de seus membros e endossado pelo imperador. O primeiro-ministro é o chefe do Gabinete, órgão executivo, e nomeia e demite ministros de Estado, a maioria dos quais deve ser membro da Dieta. Com a renúncia de Shinzō Abe é, no momento, o primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda.<ref>Office of the Prime Minister of Japan. Prime Minister of Japan and his Cabinet. Visitado em 27 de Março de 2007.</ref>

Historicamente influenciado pelo direito chinês, o sistema legal do Japão desenvolveu-se independentemente durante o período Edo. Entretanto, desde o final do século XIX, o sistema legal japonês tem se baseado em grande parte nos direitos civis da Europa, principalmente da França e Alemanha. Em 1896, por exemplo, o governo japonês estabeleceu um código civil baseado no modelo alemão. Com modificações do pós-Guerra, o código permanesce vigente no Japão. A lei estatutária origina-se na Dieta com a aprovação do imperador. A Constituição requer que o imperador promulgue as leis aprovadas pela Dieta, sem, no entanto, conferir-lhe o poder de opôr-se a aprovação de uma lei. O sistema de tribunais do Japão é dividido em quatro esferas básicas: a Suprema Corte e três níveis de cortes inferiores.<ref>Office of the Prime Minister of Japan. The Japanese Judicial System. Visitado em 27 de Março de 2007.</ref> O corpo principal da lei estatutária japonesa é chamado de Seis Códigos.

[editar] Relações internacionais e forças armadas

Marinheiros em frente ao navio de treino JDS Kashima da Força de autodefesa marítima do Japão.
Marinheiros em frente ao navio de treino JDS Kashima da Força de autodefesa marítima do Japão.
O maior parceiro econômico e militar do Japão são os Estados Unidos, tendo como fundamento de sua política externa <ref>GREEN, Michael. Japan Is Back: Why Tokyo's New Assertiveness Is Good for Washington. Real Clear Politics. Visitado em 28 de Março de 2007.</ref> a aliança defensiva Japão-Estados Unidos. Como membro das Nações Unidas desde 1956, o Japão serviu como membro temporário do Conselho de Segurança por um total de 18 anos, mais recentemente entre 2005 e 2006. Ele é também membro das nações G4 buscando um assento permanente no Conselho de Segurança.<ref>Central Chronicle. UK backs Japan for UNSC bid. Visitado em 28 de Março de 2007.</ref> O Japão também se destaca na política internacional por ser membro do G8, da APEC, da ASEAN+3 e participante da Cúpula do Leste da Ásia. O país é também o segundo maior doador para Assistência Oficial para o Desenvolvimento, com 0,19% do seu PNB em 2004.<ref>Organisation for Economic Co-operation and Development (11 de Abril de 2005). Table: Net Official Development Assistance In 2004. PDF (32,97 KB). Visitado em 29 de Junho de 2007.</ref> O Japão também contribuiu com contigentes não combatentes para a Invasão do Iraque, mas posteriormente retirou suas tropas do Iraque.<ref name="Iraq deployment">International Herald Tribune (20 de Junho de 2006). Tokyo says it will bring troops home from Iraq. Visitado em 28 de Março de 2007</ref>

As despesas militares do Japão são 4 maior do mundo, com US$ 42 bilhões orçados só em 2005, o que representa apenas 1% do PIB nacional por ano. O Japão tem disputas territoriais com Rússia, China, Taiwan e Coréia do Sul. A maior parte dessas disputas envolve a presença de recursos naturais como o petróleo e fatores históricos.<ref>LIMA, Diogo Shimizu. O Expansionismo Territorial Nipônico. PDF (71,33 KB). Visitado em 20 de Julho de 2007.</ref> Reivindica a soberania sobre as ilhas Etorofu, Kunashiri e Shikotan, conhecidas no Japão como "Territórios do Norte" e na Rússia como "Ilhas Curilas do Sul" ocupadas pela União Soviética em 1945 e administradas atualmente pela Rússia. Disputa as Rochas Liancourt (chamadas Takeshima ou Dokdo) com a Coreia do Sul — ocupadas por esta desde 1954 — e as ilhas inabitadas de Senkaku-shoto (Diaoyu Tai) com China e Taiwan. O Japão também enfrenta problemas com a Coreia do Norte acerca do rapto de cidadãos japoneses e de seu programa de armamento nuclear.

A militarização do Japão é restringida pelo Artigo 9 de sua Constituição o qual renuncia ao direito de declarar guerra ou ao uso de força militar como meios para a resolução de disputas internacionais, ainda que o presente governo esteja tentando fazer uma emenda à Constituição através de um referendo.<ref>BBC News.Japan approves constitution steps. Visitado em 15 de Maio de 2007.</ref> As forças armadas do Japão são controladas pelo Ministério da Defesa do Japão e consistem basicamente das Forças de Autodefesa Terrestre, Marítima e Aérea. As forças armadas foram usadas recentemente em missões de paz e o envio de tropas japonesas para o Iraque marcou o primeiro uso delas desde a Segunda Guerra Mundial.<ref name="Iraq deployment"/>

[editar] Subdivisões

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O Japão está subdividido em 47 províncias. Existem quatro designações diferentes para estas divisões administrativas (chamadas de 都, to; 道, dō; 府, fu ou 県; ken, daí o nome genérico japonês 都道府県 todōfuken).

Imagem:Regions and Prefectures of Japan.png
Mapa das prefeituras do Japão
Hokkaidō

1. Hokkaidō

Tōhoku

2. Aomori
3. Iwate
4. Miyagi
5. Akita
6. Yamagata
7. Fukushima

Kantō

8. Ibaraki
9. Tochigi
10. Gunma
11. Saitama
12. Chiba
13. Tóquio
14. Kanagawa

Chūbu

15. Niigata
16. Toyama
17. Ishikawa
18. Fukui
19. Yamanashi
20. Nagano
21. Gifu
22. Shizuoka
23. Aichi

Kansai

24. Mie
25. Shiga
26. Quioto
27. Osaka
28. Hyōgo
29. Nara
30. Wakayama

Chūgoku

31. Tottori
32. Shimane
33. Okayama
34. Hiroshima
35. Yamaguchi

Shikoku

36. Tokushima
37. Kagawa
38. Ehime
39. Kochi

Kyūshū & Okinawa

40. Fukuoka
41. Saga
42. Nagasaki
43. Kumamoto
44. Ōita
45. Miyazaki
46. Kagoshima
47. Okinawa

[editar] Economia

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Levando-se em conta seu produto interno bruto de 4,5 trilhões de dólares,<ref name="FMI">FMI. (1 de Setembro de 2006). World Economic Outlook Database. Report for Selected Countries and Subjects. Visitado em 14 de Março de 2007.</ref> o Japão é presentemente a segunda economia mundial<ref name="FMI" /> e a terceira em relação à paridade do poder de compra<ref>Central Intelligence Agency. The World Fact Books: Ordenamento por colocação — GDP. Visitado em 13 de Agosto de 2007.</ref> o que ocorre, basicamente, em decorrência da cooperação entre o governo e a indústria, de uma profunda ética do trabalho, investimentos em alta tecnologia e de um orçamento relativamente baixo para a defesa. Dentre as principais atividades industriais estão a automobilística, a eletrônica e de informática, a siderúgica, a metalúrgica, a construção naval e química, com destaque para as indústrias com tecnologia de ponta nestes setores.

As exportações japonesas incluem equipamento de transporte, veículos motorizados, produtos eletroeletrônicos, maquinário industrial e produtos químicos.<ref name="ciaecon">Central Intelligence Agency. World Factbook; Japan—Economy. (19 de Dezembro de 2006). Visitado em 28 de Dezembro de 2006.</ref> Os principais compradores do Japão são os Estados Unidos, a China, a Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong (em 2005).<ref name="ciaecon" /> Contudo, o Japão possui reduzidos recursos naturais para manter o crescimento econômico e por isso depende de outros países em relação a matérias-primas. Os países que mais vendem para o Japão são a China, os Estados Unidos, a Arábia Saudita, os Emiratos Árabes Unidos, a Austrália, a Coreia do Sul e a Indonésia (em 2005). As principais importações do país são máquinas e equipamentos, combustíveis fósseis, produtos alimentícios (carne em particular), químicos, têxteis e matéria-prima para suas indústrias. O principal parceiro comercial do Japão é a China.<ref>BLUSTEIN, Paul. "China ultrapassa os Estados Unidos em trocas com o Japão: Cifras para 2004 Mostram o Músculo do Gigante Asiático". The Washington Post (27 de Janeiro de 2005). Visitado em 28 de Dezembro de 2006.</ref>

O maior banco do mundo está no Japão,<ref name="mufg">Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc. Consolidated financial information. PDF (202, 64 KB) . (31 de Julho de 2006). Visitado em 29 de Dezembro de 2006.</ref> o Mitsubishi UFJ Financial Group,<ref>KASHIWAgi, Akiko e S. GOODMAN, Peter. (16 de Julho de 2004). Fusão Japonesa cria o maior banco do mundo. Visitado em 10 de Março de 2007.</ref> com aproximadamente 1,7 trilhões de dólares em fundos<ref name="mufg"/> assim como o maior sistema de caderneta de poupança postal do mundo e o maior titular de poupança mundial, o Serviço Postal Japonês, detentor de títulos privados da ordem de 3,3 trilhões de dólares. Também fica no país a segunda maior bolsa de valores do mundo, a Bolsa de Valores de Tóquio, com uma capitalização de mercado de mais de 549,7 trilhões de yens em Dezembro de 2006.<ref>Bolsa de Valores de Nova Iorque. (31 de Janeiro de 2007). Informações de mercado. Visitado em 11 de Agosto de 2007.</ref> Também é lar de algumas das maiores empresas de serviços financeiros, grupos empresariais e bancos. Por exemplo, vários keiretsus (grupos empresariais) e multinacionais como a Sony, a Sumitomo, a Mitsubishi e a Toyota têm bancos, grupos de investimento e de serviços financeiros.

As principais atividades econômicas do Japão circulam entre as ilhas de Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. O Japão é cortado por uma eficiente malha rodoviária e ferroviária que liga o país de norte a sul. Em 2004, havia 1.177.278 quilômetros de rodovias pavimentadas, 173 aeroportos e 23.577 quilômetros de ferrovias.<ref name="ciaecon"/> O transporte aéreo é em grande parte operado pela All Nippon Airways (ANA) e pela Japan Airlines (JAL). Já as ferrovias são operadas pela Japan Railways entre outras. Os aeroportos mais movimentados ficam nas regiões mais populosas do país, Kanto e Kinki. O Aeroporto Internacional de Narita, por exemplo, é o mais movimentado do país e o oitavo mais movimentado do mundo.<ref name="Transportes">Web Japan. Transportation: Speed and efficiency through technological advancement. PDF (799,07 KB). Visitado em 13 de Agosto de 2007.</ref> Há muitos vôos internacionais de várias cidades e países do Japão e para o país. Já o transporte portuário, apesar de fundamental para um país insular, encontra-se em baixa, desde um pico na década de 1980.<ref name="Transportes" />

Porque apenas 15% das terras japonesas são apropriadas para o cultivo,<ref>ROY, Kingshuk. Recursos hídricos com relação a questões agroambientais maiores no Japão. PDF (111,95 KB). College of Bioresource Sciences, Nihon University (2006). Visitado em 21 de Fevereiro de 2007.</ref> o sistema de terraceamento é usado em pequenas áreas. Isto resulta em um dos mais elevados níveis de produtividade por unidade no mundo. O pequeno setor agrário do Japão, contudo, é muito subsidiado e protegido. O Japão precisa importar cerca de 50%<ref>Strategis. Japan: Country Information. Visitado em 1 de Abril de 2007.</ref> dos grãos consumidos a não ser pelo arroz, e depende de importações para seu suprimento de carne. O Japão é o segundo maior produtor de pescado do mundo por tonelada depois da China e tem uma das maiores frotas de pesqueiros do mundo que responde por quase 15% da pesca mundial.<ref name="ciaecon"/> O Japão depende de países estrangeiros para quase todo o seu suprimento de petróleo e alimento.<ref>Ministério da Defesa do Japão. Um exemplo de operações marítimas. Visitado em 26 de Março de 2007.</ref>

É líder nos campos da pesquisa científica, tecnológica, maquinária e médica. Algumas das mais importantes contribuições tecnológicas do Japão são encontrados nos campos da eletrônica, maquinaria, robótica industrial, óptica, química, semicondutores e metalurgia. O Japão é líder no mundo dos robôs industriais, sendo que mais da metade dos robôs existentes no mundo, são usados nas suas indústrias.<ref>Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa. (press release de 17 de Outubro de 2000). O boom em investimentos em robôs continuam — 900 mil robôs industriais em 2003. Visitado em 28 de Dezembro de 2006.</ref>

[editar] Demografia

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Templo Fushimi Inari-taisha em Quioto.
Templo Fushimi Inari-taisha em Quioto.
A população do Japão é estimada em 127,4 milhões de pessoas.<ref name="ciapeople">Central Intelligence Agency. (19 de Dezembro de 2006). The World Factbook; Japan—People. Visitado em 5 de Janeiro de 2007</ref> Em geral, ela é bastante homogênea, sendo quase toda composta por japoneses, com minorias ainos e de estrangeiros que vão ao país em busca de emprego, por exemplo. Em 2004 o Ministério da Justiça estimou o número de estrangeiros legais em quase dois milhões sendo estes principalmente coreanos, chineses, brasileiros, filipinos, entre outros.<ref>MInistério da Justiça do Japão. Registro de estrangeiros. Visitado em 12 de Agosto de 2007.</ref> Entretanto o número real de estrangeiros é incerto devido a existência de imigrantes ilegais.<ref>Ministério da Justiça do Japão. Residentes estrangeiros ilegais. Visitado em 12 de Agosto de 2007.</ref> A maioria dos brasileiros residentes no Japão são nikkei (descendentes de japoneses) que vivem e trabalham legalmente e são conhecidos como dekasseguis. O Brasil passou a receber imigrantes japoneses em 1908. A maior parte dos imigrantes chegou na década de 1930 e se fixou sobretudo em São Paulo. Hoje, a população nipo-brasileira é de quase 1,5 milhão de pessoas, formando a maior colônia japonesa do mundo.

A expectativa média de vida no país é uma das mais elevadas do mundo, 81,25 anos,<ref>Central Intelligence Agency. (19 de Dezembro de 2006). The World Factbook: Ordenamento por colocação—Expectativa de vida ao nascer. Visitado em 28 de Dezembro de 2006</ref> mas essa população está rapidamente envelhecendo como resultado do grande número de nascimentos posterior à Segunda Guerra Mundial seguido por uma queda na taxa de nascimentos no final do século XX. Assim, em 2004, cerca de 19,5% da população tinha mais de 65 anos.<ref name="handbook">Ministério dos Negócios Internos e Comunicação. Statistical Handbook of Japan: Chapter 2—Population. PDF (369, 44 KB).. Visitado em 28 de Dezembro de 2006.</ref>

As mudanças na demografia trouxeram uma série de questões sociais, em particular um provável declínio da força de trabalho e o aumento dos custos com a seguridade social. Nota-se também que uma parcela dos jovens prefere não casar ou formar famílias quando adultos.<ref name="Ogawa">OGAWA, Naohiro. "Demographic Trends and Their Implications for Japan's Future" The Ministry of Foreign Affairs of Japan. Transcript of speech delivered on (7 de Março de 1997). Visitado em 14 de Maio de 2006.</ref> Prevê-se um declínio da população japonesa para 100 milhões até 2050 e 64 milhões em 2100.<ref name="handbook"/> Demógrafos e planejadores governamentais, no momento, debatem como lidar com este problema.<ref name="Ogawa"/> A imigração e o incetivo à natalidade são por vezes sugeridos como uma solução para proporcionar trabalhadores jovens que possam sustentar o envelhecimento da população.<ref>SAKANAKA, Hidenori. (5 de Outubro de 2005). Japan Immigration Policy Institute: Director's message. Japan Immigration Policy Institute. Visitado em 5 de Janeiro de 2007.</ref> A imigração, contudo, não é uma medida popular.<ref>FRENCH, Howard. "Insular Japan Needs, but Resists, Immigration". The New York Times (24 de Julho de 2003). Visitado em 21 de Fevereiro de 2007.</ref>

As principais religiões no Japão são o Xintoísmo e o Budismo. O Xintoísmo é a religião politeísta nativa do Japão. Passou por um processo sincrético com as religiões vindas do exterior: o Taoísmo, o Confucionismo e o Budismo. Este foi introduzido no país no século VI e logo se espalhou entre as classes guerreiras. Muitos japoneses consideram-se tanto xintoístas quanto budistas, o que explica o fato de as duas religiões terem em 2003, somadas, aproximadamente 201 milhões de membros, ou seja, mais do que a população total do Japão, de cerca de 127 milhões de pessoas.<ref>Web Japan. Religion: Native roots and foreign influence. PDF (487,02 KB). Visitado em 13 de Julho de 2007.</ref> O Cristianismo chegou em 1549 no Japão, com São Francisco Xavier e é hoje professado por uma minoria de 0,7% dos japoneses.<ref name="ciapeople"/>

[editar] Educação

A alfabetização no Japão remonta à introdução da escrita chinesa no século VI. Inicialmente restrita às classes aristocráticas, a educação atingiu a população em geral no Período Edo, em que havia escolas específicas para a classe dos samurais, mas também escolas mistas que ensinavam escrita, leitura e aritmética. Graças a esse sistema, calcula-se que em 1868, época da Restauração Meiji, 40% da população japonesa fosse alfabetizada.<ref name="Educação">Web Japan. Education: Foundation for growth and prosperity. PDF (425,26 KB). Visitado em 13 de Agosto de 2007.</ref> A divisão em escolas primárias, secundárias e universidades foi introduzida no Japão em 1871 como parte da Restauração Meiji.<ref>ELLINGTON, Lucien. (1 de Fevereiro de 2003). Beyond the Rhetoric: Essential Questions About Japanese Education. Foreign Policy Research Institute. Visitado em 1 de Abril de 2007.</ref>

Desde 1947, a educação obrigatória no Japão inclui a educação infantil e o ensino fundamental, shougakko, o qual dura nove anos (dos seis aos 15 anos). Quase todas as crianças continuam seus estudos em um ensino secundário, chûgakkô, de três anos e, de acordo com o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, cerca de 75,9% dos formandos do ensino secundário cursaram a universidade, a educação profissional, ou outros cursos pós-secundários em 2005.<ref> Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia. School Education (PDF). Visitado em 10 de Março de 2007.</ref> O ano letivo no Japão tem início em Abril e pode ser dividido em dois ou três semestres. O currículo de cada série é determinado pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, bem como há avaliações periódicas do material escolar utilizado.<ref name="Educação" />

A educação no Japão é muito competitiva,<ref>ROSSMANITH, Kate. (5 de Fevereiro de 2007). Rethinking Japanese education. The University of Sydney. Visitado em 1 de Abril de 2007.</ref> em especial, o ingresso em instituições de ensino superior. De acordo com o Suplemento de Educação Superior do The Times, as duas universidades mais importantes do Japão são a Universidade de Tóquio e a Universidade de Quioto.<ref>TSL Education. The Times Higher Education Supplement World University Rankings. PDF (311,36 KB). (28 de Maio de 2005). Visitado em 27 de Março de 2007. </ref> No momento, a educação japonesa passa por uma reestruturação que tenta adaptá-la ao século XXI, mudando sua ênfase da disciplina e do respeito a tradição para a liberdade e a criatividade.<ref name="Educação" />

[editar] Cultura

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Nos últimos séculos ela foi influenciada pela Europa e pela dos Estados Unidos. Apesar dessas influências, o Japão gerou um complexo próprio de artes, técnicas artesanais (bonecas, objectos lacados, cerâmica, bonsai, origamis e outras artes com papel, o além do ikebana), espetáculos (bunraku, dança, kabuki, noh, rakugo, shibu, Yosakoi Soran) e tradições (jogos, onsen, sento, cerimónia do chá), além de uma culinária única. A cultura popular japonesa tornou-se conhecida a partir dos mangás e dos animes. Os mangás surgiram com a união entre a pintura tradicional sobre madeira e a arte Ocidental.<ref>NMP International. A History of Manga. Visitado em 27 de Março de 2007.</ref> A animação e os filmes influenciados pelo mangá são chamados anime. Os consoles feitos no Japão prosperaram desde os anos 80.<ref>HERMAN, Leonard; HORWITZ, Jer; KENT, Steve e MILLER, Skyler. The History of Video Games. Gamespot. Visitado em 1 de Abril de 2007.</ref>
Kinkaku-ji, Pavilhão Dourado, em Quioto.
Kinkaku-ji, Pavilhão Dourado, em Quioto.
A música do Japão também é eclética, emprestando instrumentos, escalas e estilos de culturas vizinhas. Muitos instrumentos como o koto, foram introduzidos nos séculos IX e X. O acompanhamento do noh data do século XIV e a popular música com o shamisen do XVI. A música ocidental, introduzida em fins do século XIX, agora é parte da cultura. O Japão do pós-guerra foi muito influenciada pela música contemporênea dos Estados Unidos e da Europa, o que levou ao desenvolvimento do estilo chamado J-pop.<ref>The Observer. J-Pop History. Visitado em 1 de Abril de 2007</ref> O karaokê é a prática cultural mais comum.

Os primeiros trabalhos da literatura japonesa incluem dois livros, o Kojiki e o Nihonshoki e o livro de poesia do século XVIII, Manyoshu, todos escritos com ideogramas chineses.<ref>Meiji Gakuin University. Asian Studies Conference, Japan (2000). Visitado em 1 de Abril de 2007.</ref> No início do Período Heian, a escrita conhecida como kana (Hiragana e Katakana) foi criada como fonograma. Durante o Período Edo a literatura tornou-se arte não só da aristocracia, mas dos chonin, a população comum. A Era Meiji viu o declínio das formas tradicionais de literatura e a crescente adoção de influências ocidentais. Natsume Soseki e Mori Ogai foram os primeiros romancistas modernos do Japão, seguidos por Ryunosuke Akutagawa, Junichiro Tanizaki, Yasunari Kawabata, Yukio Mishima e, mais recentemente, Haruki Murakami. O Japão tem dois ganhadores do Nobel de Literatura, Yasunari Kawabata (em 1968) e Kenzaburo Oe (em 1994).<ref>Michigan State University, Office of International Studies and Programs. Windows on Asia—Literature : Antiquity to Middle Ages: Recent Past. Visitado em 28 de Dezembro de 2006</ref>

[editar] Esportes

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Lutadores de Sumô.
Lutadores de Sumô.
Os esportes praticados no Japão variam desde os tradicionais, chamados budô, em especial o judô, o karatê, o kendo e o sumô, considerado o esporte nacional,<ref>Web Japan. Sumo: Traditional ceremonial beauty and strength. PDF (487,28 KB). Visitado em 23 de Junho de 2007.</ref><ref>Fundação Japão. Sumô. Visitado em 27 de Junho de 2007.</ref><ref>Public Broadcasting Service. Sumo: East and West. Visitado em 10 de Março de 2007.</ref> até os esportes Ocidentais tais como o basebol e o futebol introduzidos no país após a restauração Meiji e popularizados através do sistema educacional.<ref name="Desporto">Web Japan. Sports: Promoting health for people and the economy. PDF (725,81 KB). Visitado em 25 de Junho de 2007.</ref> Outros esportes populares são os esportes de inverno, como snowboard, esqui e patinação do gelo, além do golfe,<ref>VARCOE, Fred. Japanese Golf Gets Friendly. Metropolis. Visitado em 1 de Abril de 2007.</ref> e do automobilismo com o Super GT e a Formula Nippon.<ref>CLARKE, Len. Japanese Omnibus: Sports. Metropolis. Visitado em 1 de Abril de 2007.</ref> Diversos atletas japoneses, em especial do basebol e esportes olimpicos tem notoriedade internacional.

O basebol é um dos esportes com espectadores mais populares do Japão.<ref name="Desporto" /> A liga profissional japonesa de basebol surgiu em 1936 e foi reformulada para o formato atual em 1950. Ela é formada hoje por doze grupos de todo o país. As competições anuais são vistas por milhões de pessoas. O futebol começou a crescer com a criação da J-League em 1991<ref>The Japan Forum. Soccer as a Popular Sport: Putting Down Roots in Japan. PDF (2,6 MB). Visitado em 1 de Abril de 2007.</ref> e a contribuição de "Zico" no Kashima Antlers entre outros técnicos.<ref name="Desporto" /> Sendo já o segundo esporte mais praticado nas escolas procura-se gerar uma cultura do futebol que garanta sua prática pela população.<ref>Web Japan. Soccer: Gaining momentum for the World Cup. PDF (547,25 KB). Visitado em 13 de Agosto de 2007.</ref> Desde então, os clubes da liga contam com muitos atletas estrangeiros.

O Japão já foi sede de várias competições internacionais, como os Jogos Olímpicos de Inverno de 1972, os de 1998 e as Olimpíadas de 1964 em que o judô foi incluído como modalidade olímpica.<ref name="Olimpíadas">Web Japan. Japan and The Olympics: Asia's first Olympic host. PDF (591,54 KB). Visitado em 13 de Agosto de 2007</ref> O histórico de participações do Japão nos Jogos Olímpicos remonta a 1912 em Estocolmo e desde 1964 o país participou de todos os eventos olímpicos, a não ser por um breve momento em 1980.<ref name="Olimpíadas" /> Em 2002, o país sediou a Copa do Mundo de Futebol em conjunto com a Coreia do Sul, chegando à fase de oitavas-de-final. Na edição seguinte, a equipe nacional que era comandada por Zico não repetiu o sucesso e foi eliminada na primeira fase da competição.


[editar] Predefinição:Ligações externas

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No Japão
No Brasil

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[editar] Predefinição:Ligações externas

  • [1]- Nikkeyweb
  • [2]- Wikipedia
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